quarta-feira, 30 de novembro de 2011

mais

preciso de mais. preciso de mais mar. de mais brisa. de mais mato. de mais natureza. preciso de mais silencio. de mais olhares sinceros. de mais braço em volta do meu corpo. preciso de mais sorrisos verdadeiros. de mais vontade de dar carinho e de receber. preciso de mais musicas que me acalme. de mais palavras escritas. de mais sentimento. de mais sussurros. preciso de mais brincadeiras. de mais risadas. de mais vergonha. preciso de mais mordidas. de mais amor. de mais vida. de mais poética.

sábado, 12 de novembro de 2011

E a muito tempo isso não me ocorria. Ele entrou, abriu as janelas, deixou o Sol entrar, limpou a poeira, tirou o que estava sujo, e arrumou tudo. Talvez uma arrumação desorganizada, mas arrumado. Ciúmes e lágrimas não constavam no meu dicionario. Eram coisas raras, e agora? Ele inventou de arrumar isso também. O medo de perder alguém, nunca tinha sentido antes. Talvez quando eu ainda dependia da minha família, eu tivesse esse medo. Mas a algum tempo eu não dependia de mais nada. Eu só precisava de mim mesma. Do meu amor próprio. Da minha felicidade. Mas ele bateu o pé em arrumar isso também. Ainda não descobri se isso foi bom. Toda essa arrumação mexeu com coisas guardar muito bem no fundo, atrás de todas as outras coisas. Mas ele inventou de remexer o baú e jogar coisas fora, limpar outras e arrancar lá do fundo coisas que não tinham mais importância. E agora fico eu aqui, querendo guardar essas coisas, trancar esse baú, e secar essas lágrimas. Por que isso não é algo que me descreva, são águas passadas. Eu gostava das teias de aranha, e do quarto escuro. Será mesmo que tudo isso está melhor assim?

sábado, 17 de setembro de 2011

Concreto














Ás vezes me deparo com certas coisas que eu realmente me pergunto: Porque? Não entendo como me levo a questionar sobre coisas tão... bestas! Fui pra São Paulo, cheguei na rodoviária Barra funda, clima diferente, agitação. Estava frio, mas aquela ‘máquina de produção em massa’ não para... Eu estava sentado e de repente começa a chover. Uma chuva nem tão forte, mas somente pelo toque de suas gotas no concreto, já fez minha cabeça viajar. Refleti e vi, como nos modificamos o natural, como tudo se tornou superficial, ‘duro’, áspero, cinza! A natureza é feita de elementos, nos seres humanos, árvores, animais, agua, tudo... Tudo é uma absorção hereditária. Parei e vi. Se não houvesse aquele concreto no qual as gotas caiam, seria uma grama talvez, no qual essa gota cairia suavemente e seria absorvida, ou uma árvore poderia absorver através de suas raízes. E realmente a natureza é um ciclo sem fim, onde o nada alimenta o tudo, e consequentemente esse tudo transforma o nada. Mas não né? Criamos barreiras, superfícies, nas quais impedem que esse processo tão magnifico ocorra. Agora tudo se tornou rígido, não há aquela passagem de um elemento para o outro, não há aquela magia no qual existia. Nós interrompemos esse ciclo, criamos nosso mundo sobre um outro mundo... A verdade é essa!







(Texto feito por Cassiel Isla)


Esperar..

O ato de esperar que algo mude, é viver o segundo presente, mas pensando no segundo próximo, ou seja, não vemos, não sentimos, não vivemos...

Agimos de forma 'entorpecida', somente esperando, parado no tempo....na ânsia insaciável de que o tão esperado chegue. Na verdade não se deve esperar, não se deve viver pensando no próximo segundo que vai vir, deve sentir o presente, foda-se o que vai acontecer mais pra frente, a grande verdade é que o que esperamos nunca acontece de fato, sempre o 'não esperado' é o que vai nos surpreender!


(Texto de Cassiel Isla, meu parceiro.)

domingo, 11 de setembro de 2011

Cafajestes.

E quanto menos você quer mais isso acontece. Você pode ter muitas opções, mas seu coração vai apontar sempre para o que deveria ser descartado.

Acredito que cada um tem uma linha a ser seguida em parâmetros. Algumas mulheres gostam de japoneses, outras de afros, outras de gordinhos, outras de malhados, eu também tenho minhas preferências, e se pesquisar o que meu coração escolhe sempre os mesmos tipos. Loiros, olhos claros e cafajestes. A parte do cafajeste é especial, porque as outras “qualidades” até podem ter exceções, mas se não for cafa, querido desista. Eu tenho uma espécie de recaída e mesmo sabendo que ele é desse jeito estamos indo em frente.

Não acho que isso irá mudar. Está mais fácil eu mudar um cafa, do que fazer meu coração gostar de um “menino certinho”.

Mas fazer o que se mesmo sabendo que eles não são os certos, meu coração ainda quer mirar neles.

sábado, 9 de julho de 2011

E então..

.. o celular toca. E aquela voz do príncipe diz "Sabe quem é?". Lógico que eu sei quem é, mas não falo, fazer charminho é meu tipo. Não entendo porque aquela voz faz meu coração bater mais rápido. E ele fala "Fala quem é então", meio que sem pensar eu respondo "O homem mais lindo da minha vida", a lógico bobona você sempre fala mais do que deveria, sem pensar. Sei que ele ficou sem jeito do outro lado e aquela risadinha é de "Porque você sempre fala coisas românticas?". Não sou uma pessoa controlada. Sou expontânea. As vezes isso não me ajuda muito, principalmente quando as coisas estão indo bem com o príncipe. Então depois dessa descontração vem a bomba "Estou indo amanhã viajar". O beleza em? Com certeza com todo esse meu romantismo e obsessão em uma semana eu enlouqueço. Meu coração me diz para esperar ele. E eu sei que por mais que chinque e esperneie eu vou esperar. Por que? Porque por mais que o Joãozito diga "Sua ogra" eu tenho um coração, que estava afundado em sentimentos do passado e o príncipe o salvou tirou tudo que estava velho daqui e fez brotar sentimentos novos. Eu vou ficar vinte dias pensando, sofrendo, sentindo saudade, mas sem esquecer as últimas palavras daquele telefonema "JÁ ESTOU SENTINDO SAUDADES ANTES MESMO DE ESTAR LONGE DE VOCÊ".

vovôs e vovós

Gosto de ter uma boa conversa com idosos. Pessoas que estão no fim da vida não tem medo de reprovação. Por isso demonstram mais facilmente seus sentimentos. Essas pessoas Tem histórias incríveis e lições que eu posso ouvir um dia inteiro e refletir a noite inteira.
Gosto de conversar com pessoas da minha idade, mas essas conversas não chegam aos pés das outras conversas. Acho que sou uma jovem velha. Não me sinto bem ouvindo certos assuntos que jovens falam muito e os idosos simplesmente não falam. Os 'vovôs' e as 'vovós' nos passam lições de superação e de aprendizagem que eles tiveram que enfrentar até chegar onde estão. Concordo que alguns senhores não sabem aproveitar a sabedoria que possuem para ensinar os mais novos, - Pelo contrário, querem mesmo que os jovens aprendam sozinhos - mas existem pessoas que chega ser reconfortante e delicioso ficar pertinho, dar um abraço e ouvir. Obrigado vovôs e vovós que sabem tanto e que estão dispostos a passar essa sabedoria a nós pobres jovens desbravadores desse mundão.